Só há de sorrir...
Após algum tempo
De dor e bramir
De alento e pranto.
Não há razão que desmascare,
Não há solidão que me abale
Só sorriso e abraço,
Seja feliz...
Eu quis, eu sei,
Ser bravo como cavaleiro
Que alado da imaginação
Conquista uma canção prá si,
Uma canção...
Após algum tempo,
Ergui meu cavalo e
Alcei a espada
Gritando do fundo de meu coração:
AAAAAH!!!!!!
Que coisa será essa,
Que enche meu peito
De tudo que sempre quis ,
Mas não tenho.
Desejo de vida
E a vida em mim,
Eu nela como a água no rio
E vice-versa...
Linguagem qualquer não resplandece
Ou explica essa distante alegria,
Tão perto, presente
Em mim agora.
Não é o fim.
Se sinto o que sinto agora,
Quem dirá do que sente um anjo?
Qual emoção outrora sentida,
Qual aquela menina, que espera
O pai com a boneca,
Boca aberta, cheia de dentes
Não espera demais uma alegria?
És um menino
Que arde ao sol que felicita,
Incandesce minha alma
Querida, prá sempre querida...
E meu cavalo cavalga...
Por lagos e vales queridos,
Chega ao céu e fala:
De todos os tempos,
Por todos os tempos meu amigo!
De sopro de areia nos olhos,
De fala engasgada, ferida,
De tristeza carregada na voz,
Do reprimido, algoz,
Não sinto importância, não sinto.
Quero, meu ouvinte,
Falar de algo que resplandece à aurora,
Ao crepúsculo,
Que nos faz respirar, nascer,
Crescer, viver e viver novamente.
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